Mário Baco Silva de Souza
Psicólogo clínico
CRP 14/11746

Psicoterapia clínica
Atendimento de adultos
Atendimento sensível à população LGBTQIA+ e a pessoas neurodivergentes
Apresentação
Olá! Me chamo Mário Baco, sou psicólogo formado pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).Atuo pela abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental, ou seja, parto do princípio de que a nossa interpretação da realidade afeta fortemente nossas emoções e ações. Assim, alterando como vemos o mundo, as pessoas e nós mesmos, podemos transformar boa parte da nossa vida.Além disso, me baseio nos princípios da Prática Baseada em Evidências, o que significa que sempre busco as melhores evidências científicas para cada caso, integrando-as à expertise clínica e às características de cada pessoa.Caso queira tirar alguma dúvida ou caso tenha interesse em agendar seu primeiro atendimento, me mande uma mensagem no WhatsApp, vamos conversar!
Formações principais
Concluídas:
Bacharel em Psicologia pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)
Em andamento:
Especialização em Neuropsicologia Clínica pelo Instituto Brasileiro de Neuropsicologia e Ciências Cognitivas (IBNeuro)
Especialização em em Prática Baseada em Evidências em Psicologia Clínica pelo Instituto de Psicologia Baseada em Evidências (InPBE)
O que é psicoterapia?
A psicoterapia é um processo que visa promover autonomia, qualidade de vida e saúde integral. O psicólogo clínico está a serviço do indivíduo, dupla ou pequeno grupo a qual atende. Esse processo varia conforme a abordagem do psicólogoNa TCC, o paciente chega a clínica com queixas variadas, que logo no início são operacionalizadas em objetivos terapêuticos com a ajuda do psicólogo. Esse processo se completa quando esses objetivos são atingidos e quando o paciente construiu habilidades e estratégias suficientes para que essas mesmas queixas não retornem, ou caso retornem, que demorem para ressurgir e que não tenham mais a mesma intensidade ou nível de incapacitação. A psicoterapia também pode ser encerrada por razões financeiras, organizativas ou outras razões inesperadas. Nessas situações, o psicólogo deve preparar o paciente para o hiato se possível ou encaminhá-lo a outro profissional. Além das queixas originais, é comum que o psicólogo identifique outras áreas que podem se beneficiar de intervenção. Caso o paciente aceite, a terapia é estendida até a superação desses novos objetivos.De maneira mais simples e direta, na TCC, a psicoterapia visa transformar o paciente em seu próprio terapeuta, para que ele não precise mais do profissional para as queixas que o incentivaram a buscar atendimento inicialmente.A duração da psicoterapia varia conforme as queixas e a adesão ao tratamento, variando entre alguns meses a alguns anos.
O que são abordagens?
Não há consenso sobre qual é o objeto de estudo e trabalho da psicologia. Durante sua história, diferentes grupos firmaram suas propostas sobre qual deveria ser esse objeto. A partir dessa definição inicial, foram erguidos arcabouços teóricos distintos. Cada abordagem possui sua própria base filosófica, seu método de pesquisa, de interpretação e de intervenção.Na prática, a atuação do psicólogo muda totalmente conforme a abordagem utilizada.As principais abordagens e seus objetos são:
- Psicanalítica: o inconsciente
- Comportamental/behaviorista: o comportamento
- Fenomenológica/humanista: a experiência subjetiva
- Sócio-histórica: o fenômeno psicológico em seu contexto histórico
- Cognitivista: a mente ou cogniçãoÉ nesta última que a TCC se enquadra.
O que a psicoterapia NÃO é?
O senso comum acerca da Psicologia estimula a imagem do psicólogo como uma espécie de bruxo, capaz de descobrir segredos e mecanismos profundos dos indivíduos e de produzir mudanças mágicas em seus comportamentos. A Psicologia, na verdade, é uma ciência. Como tal, ideias que antes eram amplamente aceitas dentro do campo podem ser questionadas e até refutadas. Os objetivos da psicoterapia são claros e há constante produção de conhecimento para que sejam atingidos de maneira eficiente e ética.Portanto, a psicoterapia não é:
1. Uma promessa de cura mágica. Podemos errar análises, errar propostas. O contexto da terapia pode mudar consideravelmente e frustrar todas as previsões. Ou seja, não há promessas na psicoterapia. Por essa razão, embasamos nossa conduta em teorias e evidências científicas, para diminuir a probabilidade de erros e aumentar a de acertos.
2. Apenas conversas. Há testes, experimentos e variadas formas de intervenção para além do diálogo. O próprio diálogo que ocorre durante as sessões é intencional e munido de técnicas, como o questionamento socrático por exemplo.
3. Troca de conselhos. As intervenções estão mais próximas de experimentos científicos do que conselhos. São baseadas em hipóteses, desenhadas, testadas e depois tem seu resultado avaliado, para então ser repetida ou corrigida.
O que é Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)?
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem muito simples. Ela é ancorada no modelo cognitivo, que propõe que o nosso pensamento influencia nosso humor e comportamento, que por sua vez também afetam profundamente nossos padrões de pensamento. Sendo assim, se modificarmos como pensamos podemos alterar como sentimos e agimos e vice versa.
O modelo cognitivo

Inspirado em Wright (2017)
Essa abordagem se destaca por valorizar a eficiência, pois é orientada a solução de problemas. Na psicoterapia baseada na TCC, o cliente aprende a (1) reconhecer, avaliar e modificar pensamentos, emoções e comportamentos; a (2) identificar valores e aspirações, para então operacionalizá-los em metas atingíveis; e (3) conceitos e técnicas psicológicas suficientes para que consiga adquirir autonomia do terapeuta ao final do processo.A TCC utiliza:
- Uma conceitualização cognitiva em constante desenvolvimento, que é a descrição detalhada de como o cliente "funciona";
- Uma sólida e ativa aliança terapêutica para poder empregar o empirismo colaborativo, ou seja, o trabalho em equipe entre terapeuta e cliente;
- A adaptação cultural e individual do tratamento ao atendido;
- A enfatização no positivo, isto é, cultiva o otimismo e interpretações que tragam maior bem estar;
- As aspirações e valores do cliente. Valores são o que é profundamente importante na vida de uma pessoa, enquanto aspirações são como ela gostaria de ser e como gostaria que sua vida fosse;
- O foco inicial no presente. O passado é investigado, o futuro é planejado, mas a prioridade no início é o presente. A mudança deve ser sentida agora;
- A psicoeducação. A psicoterapia deve ser compreensível para que o cliente tenha maior adesão e consiga desenvolver autonomia. "A TCC é educativa" (Beck, 2020);
- Cautela com o tempo de tratamento. Uma pessoa busca psicoterapia porque algo está lhe trazendo prejuízos suficientes para que esteja disposta a pagar um profissional. Sendo assim, a terapia deve buscar ser eficiente e trazer resultados o quanto antes. Na TCC, não é comum que a terapia dure anos;
- A estruturação de sessões e do tratamento. A psicoterapia tem início, meio e fim, cada fase contendo uma estrutura de sessão própria;
- A descoberta guiada, que é identificar, avaliar, refletir sobre e formular planos de ação sobre uma cognição;
- Planos de ação, isto é, tarefas de casa. As mudanças desejadas devem ser duradouras e não devem depender do terapeuta para se manterem. Para isso, estimulamos a incorporação das técnicas e habilidades adquiridas durante a sessão fora da clínica, para que o cliente tenha uma semana melhor.Numa apresentação mais teórica, a TCC é usada como sinônimo da interpretação clínica da Psicologia Cognitiva, o campo das Ciências Cognitivas na Psicologia. As Ciências Cognitivas estudam "os processos internos de extração de sentido do ambiente" (Eysenck; Keane, 2020) e da tomada de decisão. São entendidos como processos cognitivos a memória, atenção, percepção, linguagem, raciocínio, etc. Os achados da Psicologia Cognitiva são facilmente integráveis ao conhecimento das outras ciências cognitivas (Neuropsicologia Cognitiva, Neurociência Cognitiva e Ciência Cognitiva Computacional), ao mesmo tempo que a evolução destas também a enriquece. Enquanto a Neurociência Cognitiva prioriza informações sobre o cérebro para compreender a cognição, a Psicologia Cognitiva utiliza a observação do comportamento.A Psicologia Cognitiva vê o ser humano como "um Ser dotado de consciência, ativo, movido por causas e razões, orientado a metas" (Lima Junior, 2024). Ser esse que, através de processos cognitivos, segue tendências inatas e reage a emoções e a significados atribuídos, sendo assim capaz de construir as regras que modulam seu próprio padrão de comportamento. O Ser Humano, assim, é um ente ativo composto por mente e corpo.
Referências
BECK, Judith S. Cognitive Behavior therapy: Basics and beyond. 3. ed. New York: The Guilford Press, 2020.EYSENCK, Michael W; KEANE, Mark T. Cognitive Psychology : a student’s Handbook. 8. ed. Abingdon, Oxon: Psychology Press, 2020.LIMA JUNIOR, Armando Macena de et al . Uma introdução aos fundamentos filosóficos da Psicologia Cognitiva. Rev. psicopedag., São Paulo , v. 40, n. 123, p. 445-454, set. 2023 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84862023000300445&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 24 set. 2026. Epub 26-Ago-2024. https://doi.org/10.51207/2179-4057.20230039.WRIGHT, Jesse H. et al. Learning Cognitive-Behavior Therapy. [S.l.]: American Psychiatric Pub, 2017.
O que é Prática Baseada em Evidências (PBE)?
Considerando que todos nós, humanos, temos vieses e podemos cometer erros, como saber se a terapia está funcionando em atingir seus objetivos? Se o psicólogo está cometendo erros ou se o rumo tomado na condução de um caso é o mais adequado? A PBEP oferece estratégias para responder essas questões. A Prática Baseada em Evidências na Psicologia Clínica (PBEP) não é uma abordagem da Psicologia, mas sim um processo norteado por alguns princípios e valores. Na prática, funciona como um modelo de atuação profissional, um tipo de fazer psicoterapia clínica.Usando um palavreado mais preciso, ela se refere ao processo de tomar decisões clínicas com base na integração entre: (1) as melhores evidências clínicas disponíveis, (2) a perícia clínica do profissional e (3) as preferências e cultura do paciente. Esses três princípios são orientados pelo objetivo de buscar maximizar a probabilidade de benefícios e de minimizar prejuízos ao cliente.A PBEP tende a ser operacionalizada nos seguintes passos (Leonardi, 2024):
1. Levantamento de questões clínicas corretas;
2. Busca pelas melhores evidências;
3. Análise crítica da qualidade das evidências encontradas;
4. Implementação da intervenção;
5. Avaliação do estado do cliente antes, durante e depois do processo terapêutico.Enquanto psicólogo, acredito ser ético não mentir ou fazer falsas promessas a quem atendo. Devo tornar o processo psicoterápico o mais claro possível. A PBEP me dá instrumentos para conseguir fazer isso.
Princípios da PBE
Imagem inspirada em Leonardi (2024)
Referências
LEONARDI, Jan Luiz. I. Prática baseada em evidências em psicologia clínica: fundamentos teóricos, questões metodológicas e diretrizes para implementação. 1. ed. Barueri, SP: Manole Ltda, 2024. p. 432